Pergunta-se "Meu estágio tem duração de 6h/dia, sem intervalo. A partir de janeiro a empresa quer que eu tire mais 2h para almoço, somando 8h de estágio! Isso é legal?!"
Responde-se: Legal de "bacana" não, mas "legal" perante a lei talvez: a "nova lei de estágio" tem brechas e deixa desentendidas questões como tempo de estágio e a obrigatoriedade de benefícios.
O resultado: vagas com 6h de duração mais 2h de almoço, fazendo do estagiário quase que um funcionário, dando 8h/dia. Isso é GRAVE!
O pior é o silêncio entre empresas de intermediação e faculdades sobre o tema - TODOS SABEM QUE É RUIM, MAS NINGUÉM FAZ NADA...
Em 2012, na Semana de Rádio, TV e Internet da UFPE, um representante do CIEE falou sobre isso: "o aluno deve informar ao órgão que faz a intermediação para providências". Então: NÃO SE CALEM! É preciso construir um mercado melhor e mais digno, e para isso não temos outra saída se não reclamar.
Procure a intermediadora - CIEE, IEL, ABRE, etc - além do seu orientador, e alerte que nessas condições sua formação será prejudicada. E não tenha medo de demissão: para quê se dedicar a uma empresa sem dignidade? Bons estagiários sempre terão vagas.
OITO HORAS de estágio é abusivo porque ainda que se fosse oferecido um vale refeição,estágio é período de aprendizado. Emprego fixo é outra coisa. Para finalizar, deixo o EXEMPLO de duas empresas digníssimas com seus estagiários. O BNDES e a Copergás oferecem, respectivamente, estágios de 4h/dia e 5h/dia, mais altas bolsas e TODOS os benefícios possíveis - inclusive alimentação e plano de saúde. Mas o principal: há um rígido respeito à carga horária. Nada de hora extra para estagiário. Coisa rara por aí, certo?
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
sexta-feira, 23 de março de 2012
REFLEXÃO - a Mercado Comunicação muda o método do programa "Estagiário da Semana"
Quem lê o blog com frequência deve lembrar da polêmica causada pelo programa "Estagiário da Semana", lançado nas redes sociais pela Mercado Comunicação (http://www.facebook.com/agenciamercado) onde estudantes deveriam comentar no perfil da agência no facebook e depois pedir para seus amigos curtirem aquela publicação: o mais popular ganhava estágio por uma semana. Um exercício? Eu diria que não: parecia muito mais uma jogada oportunista, afinal, seriam dezenas, talvez centena de ideias GRATUITAS ali, ao alcance da agência para, no fim, apenas um candidato ser selecionado para passar uma semana na empresa, ainda assim sem garantia nenhuma de qualquer auxílio transporte ou mesmo uma bolsa, ainda que mínima.
Relembre: http://estagio-jornalismo.blogspot.com/2012/01/protesto-vaga-de-estagio-e-preciso-ter.html
Eu fiz um artigo reclamando, me posicionei nas redes sociais e alguns bons colegas questionaram o "oportunismo" também, fazendo com que a agência reorganizasse a seleção, na época. Hoje acredito que fui "bloqueado" pelo perfil da agência, pois nunca mais tinha recebido em meu facebook nenhuma atualização da agência. Pois dois meses depois vejo na minha página a seguinte atualização:
Parabéns à Mercado... Mudou alguma coisa, mas para mim, o programa ficou menos pior, e ainda assim não consigo visualizar boa ação nele... Ao contrário: continua oportunista. Talvez fazer uma seleção anual de estagiários, com provas claras, número de vagas e cadastro de reserva mudasse minha ideia. Mas quem sou eu, não é verdade? Um besta que se preocupa com as condições de estágio das pessoas e elas nem... enfim. Para quem quiser participar (afinal, há quem precise de experiência né? Ou de uma chance para se mostrar... Trocando o ângulo, esses programa pode ser uma oportunidade...): http://www.facebook.com/agenciamercado
Relembre: http://estagio-jornalismo.blogspot.com/2012/01/protesto-vaga-de-estagio-e-preciso-ter.html
Eu fiz um artigo reclamando, me posicionei nas redes sociais e alguns bons colegas questionaram o "oportunismo" também, fazendo com que a agência reorganizasse a seleção, na época. Hoje acredito que fui "bloqueado" pelo perfil da agência, pois nunca mais tinha recebido em meu facebook nenhuma atualização da agência. Pois dois meses depois vejo na minha página a seguinte atualização:
Parabéns à Mercado... Mudou alguma coisa, mas para mim, o programa ficou menos pior, e ainda assim não consigo visualizar boa ação nele... Ao contrário: continua oportunista. Talvez fazer uma seleção anual de estagiários, com provas claras, número de vagas e cadastro de reserva mudasse minha ideia. Mas quem sou eu, não é verdade? Um besta que se preocupa com as condições de estágio das pessoas e elas nem... enfim. Para quem quiser participar (afinal, há quem precise de experiência né? Ou de uma chance para se mostrar... Trocando o ângulo, esses programa pode ser uma oportunidade...): http://www.facebook.com/agenciamercado
quarta-feira, 7 de março de 2012
Vaga de malandro
Perdoem-me aqueles que possam conhecê-la, mas acho muito malandrinho da parte dela pedir estudantes voluntários para atuar num programa de TV que não é exibido de graça, muito menos é desprovido de publicidade (se quer ser voluntário, favor se candidatar a essas: Vagas para voluntariado na AACD e GAC (Recife-PE): http://estagio-jornalismo.blogspot.com/2012/03/vagas-para-voluntariado-na-aacd-recife.html).
Talvez sabendo que alguém vai questionar as condições, ela joga a frase: "Qualquer dúvida será respondida somente após recebermos o currículo.". Por que será né!?
Ana Claudia Thorpe (http://www.facebook.com/profile.php?id=1646993111) mais uma do time do IEL, ABRE, CIEE e tantos outros empregadores que #infelizmente desvalorizam suas vagas e seus candidatos. #AteQuando?
ATUALIZAÇÃO: A vaga é remunerada. #Coragem!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
REFLITAM - Vaga pela internet e outras metodologias
O estudante entra no site da instituição e olha os detalhes da vaga: a partir do 1° período, corel e photoshop... Mas cansado de gastar passagem decide ligar para a instituição e verificar os outros "requisitos", afinal, perdeu as contas de quantas vezes foi até a sede e ficou a ver navios.
A atendente conversa um pouco e, sem nem perguntar o CPF ou qualquer dado do estudante que não seja o nome, solta: "FULANO, para esta vaga você não pode ser encaminhado. São requisitos confidenciais, não posso falá-los. Desculpe."
É muito fácil para quem detém a vaga soltar frases deste tipo, mas esquecem que do outro lado está um estudante, cheio de dúvidas e, na maioria dos casos, necessitado por ter que pagar a faculdade no fim do mês.
Também é legítimo que a instituição não queira dizer o que impede qualquer aluno de concorrer à vaga, mas o MÉTODO DE INTERMEDIAÇÃO TEM QUE SER REVISTO URGENTEMENTE, porque ao contrário do que pensam a instituição e as empresas que ofertam vagas, não são com meros estudantes que elas estão lidando, mas com SONHOS. E se o estudante deixa de sonhar..
O impressionante é que:
A atendente conversa um pouco e, sem nem perguntar o CPF ou qualquer dado do estudante que não seja o nome, solta: "FULANO, para esta vaga você não pode ser encaminhado. São requisitos confidenciais, não posso falá-los. Desculpe."
É muito fácil para quem detém a vaga soltar frases deste tipo, mas esquecem que do outro lado está um estudante, cheio de dúvidas e, na maioria dos casos, necessitado por ter que pagar a faculdade no fim do mês.
Também é legítimo que a instituição não queira dizer o que impede qualquer aluno de concorrer à vaga, mas o MÉTODO DE INTERMEDIAÇÃO TEM QUE SER REVISTO URGENTEMENTE, porque ao contrário do que pensam a instituição e as empresas que ofertam vagas, não são com meros estudantes que elas estão lidando, mas com SONHOS. E se o estudante deixa de sonhar..
O impressionante é que:
- quando é a empresa que lança nas redes sociais uma vaga, nem todas tem a DECÊNCIA de ao menos responder o e-mail ( ainda que uma mensagem automática ) ou, ao fim do processo, mandar um e-mail de agradecimento a todos. Falta de tempo? Eu diria QUE É FALTA DE EDUCAÇÃO!
- quando se trata de empresas de intermediação do tipo CIEE, IEL e ABRE, todas cometem o mesmo erro, culpando o sistema que não cruza os dados ou jurando de pés juntos que tentam ao máximo flexibilizar a vaga. Mas estas não são as soluções do problema maior: é preciso informar ao estudante, sobretudo quando não há perfil para a vaga, algo mais construtivo que um mero VOCÊ NÃO ESTÁ NO PERFIL E NÃO PODEMOS DIZER A CAUSA PORQUE É SIGILO DA EMPRESA. Não é um quilo de carne que está se comprando ou vendendo, SÃO SONHOS, seres humanos que sentem e sonham.
- É tamanho o descaso que nenhuma empresa destas de intermediação - CIEE, IEL e ABRE - tem OUVIDORIA para registrar reclamação. Mas os estudantes esquecem de um detalhe: organizando dá para desorganizar, como diria Chico Science: as redes sociais estão aí para reclamar e reunir pessoas com a mesma opinião.
É uma pena que o mercado trate o universitário desta maneira. Até quando?
ATUALIZAÇÃO: reclame aqui
O Gogojob () divulga muitas vagas na área de comunicação pela internet e no último dia 2/02, disponibilizou a seguinte questão para seus seguidores no Facebook
Essa é a hora de debater com eles os problemas na hora da seleção. Óbvio não depende deles, mas orientar quem publica vagas já pode provocar alguma melhora no tratamento dos candidados. Participe: http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10150556308961165&id=320786476164
ATUALIZAÇÃO: reclame aqui
O Gogojob () divulga muitas vagas na área de comunicação pela internet e no último dia 2/02, disponibilizou a seguinte questão para seus seguidores no Facebook
Essa é a hora de debater com eles os problemas na hora da seleção. Óbvio não depende deles, mas orientar quem publica vagas já pode provocar alguma melhora no tratamento dos candidados. Participe: http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10150556308961165&id=320786476164
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
PROTESTO - A experiência na hora da seleção e outras bobagens poucas
ATUALIZAÇÃO
Lembram do que eu disse de uma certa vaga que pedia quatro anos de experiência?
Olha aí a atualização: dez dias depois...
http://www.facebook.com/anaelisafr/posts/3229171331915
Só deixando claro: o Governo Federal, através da Lei n°11.644 de 11 de março de 2008, instituiu que a experiência máxima exigida pelo empregador não deve ultrapassar os seis meses. Quatro anos, portanto, é #ilegal. É isso produção?
---
16/01/2012
Hoje vi uma vaga ofertada por uma assessoria daqui de Recife que pedia quatro anos de experiência em projetos ligados a redes sociais. Pergunte-me (ironicamente, claro!) se há quatro anos existiam redes sociais. É claro que existiam, tanto quanto é óbvio que existem profissionais com quatro anos de experiência em mídias sociais. Mas o número tão "expressivo" me lembrou de algo que já conversamos aqui: a exigência de mais de seis meses de experiência para uma vaga de emprego ou estágio..
O Governo Federal, através da Lei n°11.644 de 11 de março de 2008, instituiu que a experiência máxima exigida pelo empregador não deve ultrapassar os seis meses. Isso serve apenas para vagas com carteira assinada. Mas bem que poderia valer para estágio também, não é verdade?
Publicando vagas quase que todo dia, percebo a aflição de estudantes sem experiência que estão loucos para entrar no mercado mas não entram porque não têm experiência; aflição que só cresce conforme a conclusão do curso vai chegando - "se como estagiário não entrei, como será quando me formar, sem experiência?" lamentam-se...
Especialistas dizem que trabalho voluntário é um caminho. Há também empresas quem fazem promoção de suas vagas - relembre este desastre - mas acima de tudo há uma lamentação muito grande de minha parte, porque nos discursos de responsabilidade social é comum a preocupação com o primeiro emprego e inclusão de jovens no mercado de trabalho. Porém bem sabemos que discurso e prática nem sempre caminham de mãos dadas... E aí o jeito é se submeter a vagas ruins em troca de alguma experiência no papel - já dei essa dica a muitos jovens e, inclusive, passei por isso. E é MUITO ruim.
Veja que loucura esta situação: para participar de seleções você precisa colocar no currículo que tem pelo menos uma experiência, porque nos processos de seleção só entra quem tem experiência. E nada de trabalhos de faculdade! A experiência tem que ser em alguma instituição ou empresa... Aí você que vive sendo barrado nas seleções ou não tem e-mails respondidos pelas vagas que são distribuídas pelos IEIs, CIEEs ou quadros de aviso da vida, precisa então se submeter a uma vaga ruim de estágio - aquelas que ninguém quer - para ter em seu currículo a frase "Experiência na Assessoria de Comunicação de Tal Instituição - 6 meses de estágio remunerado (de xx/xx/xx a xx/xx/xx)".
No mínimo uma experiência para que numa nova seleção uma empresa qualquer diga "Ok, ele tem experiência! Vamos chamá-lo para a entrevista!". Depois, há a exigência de muitos cursos, alguns até que fogem da sua área de formação - desvio de função? Oportunismo? também já falamos sobre isso - e a efetivação em si para uma realidade de estágio nem sempre feliz.
Claro que esta é uma visão pessimista da coisa, mas acreditem: ela é mais comum do que se imagina.
No meio disso tudo há aqueles empregadores que esquecem os trabalhos fantásticos que são feitos na faculdade e exigem apenas a experiência de estágio; há professores que não dizem aos seus alunos "põe isso no seu Currículo, vai te abrir as portas!", e há alunos deprimidos, achando que o problema está neles quando, na verdade, o problema está no mercado, que nem sempre está aberto a novas ideias... E aí fica minha dica contra essa safadeza toda:
1) Num futuro próximo, quando nós formos o mercado, não repitamos este ciclo de exclusão: mude o modo de selecionar candidatos; organize-se e faça um cronograma, RESPONDENDO AOS E-MAILS DOS CANDIDATOS (todos chora!!) com este cronograma e mensagens do tipo "Recebemos seu e-mail", "A seleção foi realizada e nós agradecemos sua participação"... é clichê mas é também MUITO mais justo que ficar sem respostas...
2) Tenham paciência. Não vai adiantar estressar-se. Melhor que se estressar é usar as redes sociais, por exemplo, para protestar ou discutir isso com o mundo.
3) Aos alunos deprimidos, EMPREENDAM! Com uma economia em transformação, as necessidades do mercado se transformam todos os dias, e é preciso enxergar oportunidade onde aparentemente ela não existe. Criatividade é o caminho!
P.S.: Quanto à Assessoria do começo do texto, só digo duas coisa: Que pena não aceitar os alunos com uma pós, por exemplo; além disso, sou capaz de apostar que daqui a dois dias ou a seleção é estendida ou a experiência diminuída.
REPERCUSSÃO
Minha página no facebook (facebook.com/leoblemos)

Quem vem protestar comigo?
Via facebook.com/PaulaCatiane
Via https://twitter.com/biagsmelo

@LeoBLemos Só eu sei qntos 'nãos' já ouvi, com vontade de gritar: COMO É Q VCS ME PEDEM EXPERIÊNCIA SE Ñ ME DÃO A OPORTUNIDADE DE TRABALHAR?
@LeoBLemos eu li o texto e faço minhas as suas palavras. Eu já passei por isso várias vezes desde que decidi entrar no mercado de trabalho.Via https://twitter.com/#!/Lealbu
»
@LeoBLemos muito bom! adorei, parece minha biografia acadêmica hahaha parabéns!
Via http://www.facebook.com/umadosedeamnesia
Via https://twitter.com/rcabralrp

Via http://www.facebook.com/profile.php?id=100000026911689

Lembram do que eu disse de uma certa vaga que pedia quatro anos de experiência?
Olha aí a atualização: dez dias depois...
http://www.facebook.com/anaelisafr/posts/3229171331915
Só deixando claro: o Governo Federal, através da Lei n°11.644 de 11 de março de 2008, instituiu que a experiência máxima exigida pelo empregador não deve ultrapassar os seis meses. Quatro anos, portanto, é #ilegal. É isso produção?
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16/01/2012
Hoje vi uma vaga ofertada por uma assessoria daqui de Recife que pedia quatro anos de experiência em projetos ligados a redes sociais. Pergunte-me (ironicamente, claro!) se há quatro anos existiam redes sociais. É claro que existiam, tanto quanto é óbvio que existem profissionais com quatro anos de experiência em mídias sociais. Mas o número tão "expressivo" me lembrou de algo que já conversamos aqui: a exigência de mais de seis meses de experiência para uma vaga de emprego ou estágio..
O Governo Federal, através da Lei n°11.644 de 11 de março de 2008, instituiu que a experiência máxima exigida pelo empregador não deve ultrapassar os seis meses. Isso serve apenas para vagas com carteira assinada. Mas bem que poderia valer para estágio também, não é verdade?
Publicando vagas quase que todo dia, percebo a aflição de estudantes sem experiência que estão loucos para entrar no mercado mas não entram porque não têm experiência; aflição que só cresce conforme a conclusão do curso vai chegando - "se como estagiário não entrei, como será quando me formar, sem experiência?" lamentam-se...
Especialistas dizem que trabalho voluntário é um caminho. Há também empresas quem fazem promoção de suas vagas - relembre este desastre - mas acima de tudo há uma lamentação muito grande de minha parte, porque nos discursos de responsabilidade social é comum a preocupação com o primeiro emprego e inclusão de jovens no mercado de trabalho. Porém bem sabemos que discurso e prática nem sempre caminham de mãos dadas... E aí o jeito é se submeter a vagas ruins em troca de alguma experiência no papel - já dei essa dica a muitos jovens e, inclusive, passei por isso. E é MUITO ruim.
Veja que loucura esta situação: para participar de seleções você precisa colocar no currículo que tem pelo menos uma experiência, porque nos processos de seleção só entra quem tem experiência. E nada de trabalhos de faculdade! A experiência tem que ser em alguma instituição ou empresa... Aí você que vive sendo barrado nas seleções ou não tem e-mails respondidos pelas vagas que são distribuídas pelos IEIs, CIEEs ou quadros de aviso da vida, precisa então se submeter a uma vaga ruim de estágio - aquelas que ninguém quer - para ter em seu currículo a frase "Experiência na Assessoria de Comunicação de Tal Instituição - 6 meses de estágio remunerado (de xx/xx/xx a xx/xx/xx)".
No mínimo uma experiência para que numa nova seleção uma empresa qualquer diga "Ok, ele tem experiência! Vamos chamá-lo para a entrevista!". Depois, há a exigência de muitos cursos, alguns até que fogem da sua área de formação - desvio de função? Oportunismo? também já falamos sobre isso - e a efetivação em si para uma realidade de estágio nem sempre feliz.
Claro que esta é uma visão pessimista da coisa, mas acreditem: ela é mais comum do que se imagina.
No meio disso tudo há aqueles empregadores que esquecem os trabalhos fantásticos que são feitos na faculdade e exigem apenas a experiência de estágio; há professores que não dizem aos seus alunos "põe isso no seu Currículo, vai te abrir as portas!", e há alunos deprimidos, achando que o problema está neles quando, na verdade, o problema está no mercado, que nem sempre está aberto a novas ideias... E aí fica minha dica contra essa safadeza toda:
1) Num futuro próximo, quando nós formos o mercado, não repitamos este ciclo de exclusão: mude o modo de selecionar candidatos; organize-se e faça um cronograma, RESPONDENDO AOS E-MAILS DOS CANDIDATOS (todos chora!!) com este cronograma e mensagens do tipo "Recebemos seu e-mail", "A seleção foi realizada e nós agradecemos sua participação"... é clichê mas é também MUITO mais justo que ficar sem respostas...
2) Tenham paciência. Não vai adiantar estressar-se. Melhor que se estressar é usar as redes sociais, por exemplo, para protestar ou discutir isso com o mundo.
3) Aos alunos deprimidos, EMPREENDAM! Com uma economia em transformação, as necessidades do mercado se transformam todos os dias, e é preciso enxergar oportunidade onde aparentemente ela não existe. Criatividade é o caminho!
P.S.: Quanto à Assessoria do começo do texto, só digo duas coisa: Que pena não aceitar os alunos com uma pós, por exemplo; além disso, sou capaz de apostar que daqui a dois dias ou a seleção é estendida ou a experiência diminuída.
REPERCUSSÃO
Minha página no facebook (facebook.com/leoblemos)
Quem vem protestar comigo?
"A experiência na hora da seleção e outras bobagens"
http://estagio-jornalismo.blogspot.com/2012/01/protesto-experiencia-na-hora-da-selecao.html
estagio-jornalismo.blogspot.co m
há 12 minutosPaula Catiane- Parabéns pelo protesto, estou nos últimos períodos e passo por cada uma que você nem imagina! Absurdo!!! Parabéns rapaz, já fiz várias seleções através do seu blog, fiquei no (retirado o nome da empresa por uma questão de ética), porém, o descaso e exploração juntamente com a falta de respeito reinava no ambiente que só passei 11 dias e pedi minha recisão. rs... Obrigado você ajuda muitas pessoas.... Felicidadesss... Todos os dias visito o blog!!!
Via https://twitter.com/biagsmelo
Via https://twitter.com/fcysneiros
»
Via http://www.facebook.com/umadosedeamnesia
- Lari Camara curtiu isto.
Lari Camara ADOREI! Já passei por tudo isso e olhe que eu tenho experiência desde meus 16 anos. Imagine quem não tem! Isso é um absurdo e tem que ser expressado mesmo. Botei fé!
há 11 minutos · ·1
Lari Camara Pois é! Pior foi meu namorado que começou o estágio e uma semana depois foi dispensado pq n tinha experiência. AF Pelo que eu saiba estágio é p/ adquirir experiência, logo, a mesma n deve ser exigida e nem solicitada
há 6 minutos · ·1
Via https://twitter.com/rcabralrp
Caro @LeoBLemos, muito massa o texto-protesto postado em seu blog. Parabéns por ambas as iniciativas.
Via http://www.facebook.com/profile.php?id=100000026911689
Muito bom o texto do Leo B. Lemos. Alguém discorda ou acrescenta algo?
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